18 de set. de 2026

18/09

 meu pombinho

te quero branco,

pálido,

translúcido.

olhos vidrados em mim,

língua de fora,

ramo de oliveira no bico.


te quero vivo além

morto na terra.

(qual?)

se tudo é água, dor e um pouco de sal


não preciso de pás.


aqui somos dois - pombinhos sobre o bolo-barco

únicos no mundo

compromissados

unidos

até que eu te mancho 

e te jogo na salobra

sem chão, você baixa

a maré, alta


quantos dias até voltar, cheio de si/ar?


depende.

eu não.

nada

pombo sem paz.


Nenhum comentário: