11 de mai. de 2017

[email visual pra golden, de 5/8/2006]

eita
+ um dia daqueles
tenho que parar, eu sei
nao posso ouvir um vamos. é um fato
até qdo, meu deus, até quando. hoje foi um bar
ai de repente vc olha pra cara do dono do bar e fala ei eu conheço
ai o cara te olha com cara de de onde mesmo??? ai vc diz, quinze anos
e vcs se abraçam e ai começa o papo de meu como assim eu sou amiga de infancia
do dono de um bar legalzinho, ai ele te da cervejas e coisas, pra vc, pras suas amigas e tals
ai no bar toca musica e tudo mais, uns caras bons, e te chamam pra cantar com eles, pq vc é amiga
oquei, amiga do dono do bar, o cara q vc nao via ha uns 10 anos, oquei, ai vc sobe no palquinho pra cantar
sim, uma musica no max, é o que pensa, mas não, qdo vc ve, ta la ha mil horas e sua garganta ta cansada, por mais
que vc saiba que tem q cantar com a joça do diafragma, ai as coisas se arrumam e o cara (dono) diz, ei pq vcs não começam a tocar
de 4a feira aqui, nao temos ninguem disponivel e seria legal, e vc pensa, ue... pq mesmo q eu nao posso vir aqui toda 4a? hahaha e cogita...
ai vc percebe que sao qse 6 da manha, que até então vc nao foi pra casa, desde as 8 da manha, que sua roupa ainda é a mesma de ontem,
sendo q vc ja ta no amanha, ai pensa, ue, preciso parar com isso, porque isso aconteceu também ontem, e anteontem, e transdontonte
e se liga que deve ter algo de errado com vc. ou tudo ou algo ou nada. sim, ai vc ve q nao tem nada de errado, so um dia, ou uma
semana, ou um mes ou uma vida. talvez eu tenha nascido pra bohemia (ui) ou boemia, pode ser, mas a questão é um dia
mais dia menos dia uma hora, vc pensa nas coisas que faz e reflete, ai vc pode ate pensar que ta errando mas nao
nou nou nou e chega a conclusao que qdo se vive, nao se erra e que isso é a vida: uma monte de momentos
bons ruins mais ou menos tico-tico no fubá e lembra da sua avó que de quando em vez dizia isso
sim, ela mesma que tinha o cabelo roxo e que a sua mae pode bem ter puxado ela em algo
um monte de altos e baixos, como esse email, picos e descidas e coisas mas que
faz bem vc poder viver com pessoas queridas que ouvem as suas viagens
ou as suas viajens pq erro de portugues é o canal esses dias
ai as linhas começam a diminuir e o tema se esvai
vc se concentra na gracinha que faz e pensa
se cabe mais umas linhas pra desejar
o bem pra quem vc quer bem
reza na frança, na italia
onde estiver pq eu
to aqui meu!
bj meu
ma
- a subida é sempre mais dificil... :)
1
.
quando da tentativa de dissolução do ego, foi junto uma parte do cérebro
ladeira a baixo
descarga a baixo
madeira!

cidade baixa e o caracol de cimento da minha vida antes de ti.

2
.
carol pode ser ca
mas se chamo ela não vem
diaba linda - quando quer
e isso é quase nunca

cabelos de boneca
cor de caramelo
coisinha de mel
carol caramelo de mel

uma hora me canso e te falo.
mas só de pensar e pá
a vejo caminhar no meu sentido, pra esse lado daqui

3
.
quero te levar pra casa, te abrigar e obrigar a dizer que sim, que pra sempre
chega de graça porque te quero serio
os segundo da vida que nem vi...
qualquer milésimo de instante sem ti é vácuo
galático
galáctico
galácteo

mas somos intolerantes
(quanta merda)
e você compõe de um jeito tao sofisticado que agrada somente aos 5% mais ricos
: domina meu pobre coração iludido
afligido pela pena de ter reagido tão mal ao lindo

às cucuias com essa religião!

sem realização é tudo letra morta

)e eu me esforçando para me encaixar nisso que pus no centro do que eu queria ser.
sou. e esse trocadilho mongol(

esforço-me daqui e tu daí, e daí?
uma pena
trabalhos forçados

minha crença é de que te faria feliz.

~~~~~~~~~~~~~~~~

nao acredito mais naquilo que me foi posto. e para onde isso me conduz?
eu que pus. e agora tiro. plau.

estou com as duas mãos ocupadas procurando uma quina qualquer para estacionar essas travessas

mas se te falo tchau, pra onde eu vou?
o que restaria?

a saída seria um emprego qualquer, canto, me viro, vou.
pra sentir aquela nada saudosa tristeza infinita dos solitários domingos de manhã

de mala e cuia, eu vou.

mas fico sem ir.
cadê o cavalo branco que não vem?

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

o filho do rei me arrebatou pela cintura e levou de onde estou, com meus olhos úmidos e coração baleado.
plau.
seus olhos azuis e sua falta de tato são uma combinação bombástica.
ti.
tu.
o que será de mim agora?

estamos em obras.
(os ponteiros giram enquanto te escuto cantar e te lembro intimo meu
pêlos por todos os poros e por mim)

como te queria
mas hoje como seria se...sim

precisava te ver para ver o que sentiria. se seria sorriso. se séria sorriria, se seria, se iria... se ira...
mas me chame que vejo se vou
e sorria.
...
sorry, eu ia sim. ah se iria. mesmo sem mim, sem mira de rir de mim.
seu sim.
daqui onde estou nao consigo te ver
meus olhos sao invertidos e nao enxergo por dentro
nem te tenho aqui

as BRs que nos separam nos non-stops e o sentir flui
sao palavras em azul (que ora passo para o preto) de um coracao que bate só
sem eco
sem verdade
sem vida

una do lado de cá, de baixo, do sul

era para nao parar para mim mas fiquei sem
ti
sem sentir

anestesio.

pedágio.
[.]
nasceu em sao paulo porque é lá que o cinza fica mais evidente
mas nao foi por acaso, afinal, para pessoas com o nosso sobrenome isso nao existe.
tanto por parte de mae
quanto por parte de pai
"apenas faça!
é a nike quem diz isso hoje, mas poderia ter sido eles.
fazer é intransitivo?

[..]
lembro de sofrer por querer mas nao conseguir [ou poder] dormir a tarde...
era como uma [auto] punicao [auto] imposta à uma mini-me de nem 5 anos.
e entre folhas do jardim e o mar nos dias uteis das ferias, surgi.

[...]
cresci depressa, na toada da nike
e o logan era mais conhecido como wolverine mesmo, que eu vi nos quadrinhos do meu irmao do meio. eram tantas revistas...
havia tambem o surfista prateado.
de surfista tinha tambem meu irmao mais velho. com quem aprendi a ser triste. mesmo quando feliz.

[....]
de filhos eramos 3 e mais os pais, um casal, que eram tambem meio filhos.
5 pessoas juntas mas separadas, numa casa de esquina no 202.
já era acaso mas juravamos que era construção...

{.....]
eu tinha até outro nome, o mesmo do RG de hoje. mas outro aqui dentro.
e mais quatro anos havia o irmão do meio, um escoteiro mirim, meio mac, meio gyver, um completo assistente do professor pardal
e mais quatro anos dele tinha o outro irmão, o primo, meio gênio, distante, poeta.

um pai arquiteto meio foda-se e uma mae catolica meio dane-se. mas os dois com nome de santo.

[......]
o que escreve uma vez me falou que ali eramos mais sensiveis que inteligentes.
definicao poetica com classe
é o que fazem.

[]
e aqui a infancia nao será glamurizada, porque é impossivel
foi marcada por um sofrimento profundo, interno, meu.
uma saudade do que nem sei se sabia e nem sei se sei ainda.
a melancolia improvavel e uma inclinacao quase sadica pela sombra de tudo

porque de tudo o que me atraia a morte era a preferida
tudo que via, via em relacao a ela

nao fosse a morte, talvez nem viveria...

ainda mini vi o fim das avós e os avôs nem conheci.
alem de ter sobre minha cabeça o mito do tio que morreu aos 17 no acidente de carro junto ao avô.

][
talvez, quando se nasce com uma coisa dessas permeando a vida, a morte passe a ser um mantra,
a normalização da tragédia pela repeticao.

13 de abr. de 2017

1
isso daqui tá numa fluidez... amanha apago boa parte, ou nenhuma
porque o bom é não ter censura
cem sensu(r)al

2
a gaiola se abriu mas eu fiquei ali, com a asa machucada
acho que nesses ares não voo mais
nem quero

3
essa seara só me trouxe dor e isso quero que permaneça assim
digo isso até o primeiro galo cantar.
provável que quando eu ver saindo do ovo, cocoricore
...sem nem avermelhar.
o poder das pedras que estão aqui bem antes de nós
ele diz que é inconcebível o poder que têm
as plantas, as pedras, os mantras
compreendemos até certo ponto. mas depois, não.
fica místico, fica mítico. me meto a sentir.
nao sei se o inconcebível se revela no sentir.
mas tento e sinto e sento pra ouvir
o que ouvidos nao veem
olhos nao ouvem
o que houve?
se tudo não mudou, foi boa parte
desarranjou
e a pedra bate e palpita
pepita
gema
ovo de mim
e nem te comprei


valeria e ana
meus amores últimos
nós três mas eram só as duas
a calma que só o amor calmo traz
o decorrer dos dias
a intimidade passo a passo
eu fiquei
com elas
que me salvaram de infernos piores do que os que eu ja teria
ana valeria
valeu
meu bem
pêssego. em jejum.
aqui é doce. chocolate.
eu nem ia viajar mesmo. tu é tolo.
sempre foi.
[te te
à
te te]
tolo e tosco. sem refinamento.

ora falo de um, ora falo do outro.
[oro]
quem sou?
como estou perdida nesses dias em claro...
[aro]
[giro]
[rondo]
nesses dias sem oração
perdida em lembranças do que nunca foi ou daquilo que ja se foi faz tanto tempo que de tanta poeira nem vejo mais nada...
mas insisto.
[isto]
por que não deixo se esvair?
[roda]
não quero ir junto
pelo ralo dos acontecimentos
[halo]
me escorrer pelo vão das horas
[ora, oras]
os espaços não preenchidos do que nem sei o que é.

nao tenho nenhuma realização de nada.
[anda]
vi que nem mesmo a tristeza eu sei o que é.
antes juraria de pé junto que disso sei, que conheço a dor no peito causada pelo bla bla blá.
... mas nem isso.
era também engano.
engodo.
[anos]
[gordo]
quão alto, forte, largo é meu ego...
[ecco, eco]
deve ser tcheco.
fala em uma lingua que eu nem sei qual é...
druzhba
nem. isso é russo.
[urso]
e não temos espaço para isso aqui.
[oui]

[]
quanto incômodo.
quase mordo
[uma corcunda me incomodaria menos]
nem espero mais a tua resposta
mesmo porque nunca esperei

sempre foi auto referencia
tudo
desde tudo e sempre e tanto

uma pena pra mim

o invisível era você e eu pensando que era eu
eramos farinha do mesmo saco
reis da hipocrisia

você chamando de tradição e eu chamando de amor
nao era nem um, nem outro
podemos chamar de hipocrisia
filho de diplomata, diplomatinha é
e filha de egoista?

o diplomatinha e a egoistinha, daria um livro!
infantil.

nao.
nao daria nem 6 meses.
e eu fiz durar 25. anos.
isso que é encher linguiça!
tudo tá tao terminado que tenho até dó do que passou

parece que acordei de um coma
nem ruim nem bom

passou.

zero raiva
zero extremo
um okzão tamanho de um bonde
suave

ta tudo bem

exceto que nao canto. e isso nao eh nada bom
pq dai fico sujeita ao karma só e a gente ja sabe que minhas vidas nao foram lá essas coisas
nada que mereça ser vivido

e to tendo que viver neh

perdi o sentido de tudo
valeriana está me devolvendo as coisas aos poucos

essa semana é mesmo santa.
me abençoou quando nao devia.
e toda vez que falo com vc parece que nascemos pra falar um com o outro
e no dia do casamento você estava la tambem, fingindo que era normal enlouquecer e casar com um cara que você nem conhece.
mas na funcao de parça você silenciou
mesmo porque nao adianta falar nada
os espertos ja sabiam disso antes mesmo de qualquer guru falar qualquer coisa...

hoje te disse que somos como duas kriptonitas que se encontram
nos mantemos iguais mesmo juntos
mesmo em corpos dois
a energia se sustenta no alto
para o alto
e avante

deveria ser normal se manter igual quando juntos
mas nao é.

e somos.
<3
fico aqui sonhando acordada que estou abandonando tudo
e talvez esteja mesmo
ja estou me vendo em outra
em outro
com outro
tudo novo
o ciclo está chegando ao fim
já deu, time.

sorrio pra vc
e é como se você sorrisse de volta
só que com a diferença que nao sorrio
e nem é você

é um vazio
akash
será que tem esse nome porque dentro é sempre oco?
sorrio pro nada e mesmo assim esse éter és tu

krsnas tu bhagavan svayam

quem sou eu...
mas é uma tal inabilidade de viver que pelamor
parabens pra voce.
nao é uma data, é sempre
e também não é algo querido porque vamos concordar que ninguem quer ser assim
bi
po
la
r
as calotas derretem e congelam
de a
à
zin
co.
é muita deficiencia
teria que ser um heroi vitamínico para lidar
tudo em dia
mente 100% check

so que pra piorar caso com alguem que acha que todo dia é 1º de abril

aqui no sul, dia dos bobos
no sudeste, dia da mentira

casei com os dois

parabéns pra mim.
3
as pessoas me dizem e me repetem mas eu nao tenho la mto jeito nao.
sei que mandei de novo um oi pesado como sao os meus ois
meus ois pesam toneladas
vao junto com conteineres.
nao sei escrever essa palavra
nao sei conter também

haja valeriana!
essa docura de amargor

2
e vc nem tchuns, dai mais remedios
essa fase está sendo boa de tao ruim

estou na pedreira
obsidianas
lapis lazulis
cacildis

um dia foi

1
e queria que voce soubesse de tudo
nao sei porque
pq nao sou mais a mesma que voce conheceu
vc teria que querer me conhecer tudo de novo

so que assisti love e me lembrei do que é sentir-se assim

chama ilusao isso tambem
mas e todo o resto, como chama?

11 de mar. de 2017

-Parte 10-
viajei e tu foi no meu coração
na volta perdi meu mais querido de então
e te vi no dia seguinte
ah aquele abraço...

os caminhos retomaram a falta de sintonia
vinham cds pelos correios de vez em quando havia

moraste fora, eu, dentro. para os estados de rios
o calor e o frio
extremos, às vezes no mesmo local.

não sem antes mudar de nome, de mente, de estado civil, mantendo o coração
teu

... petelecos no adoçante, o limpador do para-brisa da parati que rangia, camiseta do dia D, o relógio de estetoscópio, camiseta da mulher maravilha que me deu... e tudo o que vivi antes, durante e depois.
tudo relacionado a ti. sempre.

inclusive o tanto que chorei e fui triste.
nunca pensei que aquilo fosse possível.
nunca me esqueço da dor física da saudade.
do não.

e hoje me reconheci para ti, tu sabes, porque eu te falei
é isso. fim. do passado.
pazes.
-Parte 9-
e então eu enlouqueci
completamente
se eu me recordar certo que esquecerei de muitas partes
porque nao me recordo
estava fora de mim
completamente

mas feri como o fogo
que torna tudo cinzas

salguei todo o terreno naquele 21 de abril

fostes às ilhas aquecer
e eu congelei meu coração
não sem ter chorado rios

antes, gravastes teu show
bravo, mandou teu recado
que eu até agora não entendi qual foi
-Parte 8-
ano novo
eu no rio
tu em ny
muito juntos
gorilão

na volta já veio a ideia de se unir ainda mais
purim

mas em 21 de abril eu fui embora pela porta
e você deixou
porque já era isso o que queria
anyway



-Parte 7-
houve poucos nãos
mas dei e errei
à biblioteca e ao presidente
neguei com base no futuro que achei que teríamos
mas que não tivemos
e eu fiquei


mas foram tantos sins.

os azulejos brancos e quentes
e o box
sabonete de jasmim
além do edson celulari
o violão sem casco
café da manhã de novela

dadí... que eu nem lembro mais o que é
mas essa palavra ressoou

...só agora
-Parte 6-
e teve o carnaval, a única viagem junto
provei azeite trufado
pedi de presente de aniversário, mas não chegamos lá

recordo do passeio pelo jardim, pelas ruas de terra, do silêncio, da tua roupa de esportista
e de te ouvir cantando sobre a dor não ter mais razão

ali também senti o preconceito pela primeira vez
por sermos diferentes
vindo dos outros
foi a ponta do grande gelo que havia e eu nao sabia
mas já imaginava

tive também a primeira visao mais real do que só eu via
mas nao sabia também
e nem imaginava o que viria
-Parte 5-
teve uma noite em que tu fez um discurso belíssimo ao teu avô
nunca havia sentido orgulho de nada
senti ali
de ti
"por que se vive? para dar lugar aos outros"
e quase não chegamos lá na hora
de tanto namorar, atrasamos
-Parte 4-
não lembro a ordem dos dias mas lembro do fim
inclusive do local em que fomos conversar depois do fim
lembro da tua irredutível postura de distanciamento
e da minha dor tamanha
foi lá que eu perguntava e você não me respondia
como até hoje não me respondeu
o que houve?
e é isso o que vivo há 10 anos.
-Parte 3-
e eu vivi, tendo-te como meu primeiro amor, meu sweetheart, meu indiana jones
namorei, viajei, amei(zinho)
e ia aos teus shows. sempre. com todos ou ninguém.
ia.

tomei coragem e te escrevi um email
e entao passamos a ter uma "amizade" virtual

e podia ter acabado por aí
so que daí que começou

até o show do teu preferido, 26/10/2006, sobrou convite da nossa pessoa em comum e plim
na 5a feira fomos os dois e eu desacreditava 
vivia o sonho
acordada
mas como?

agora, depois de 10 anos, gravaste com o teu querido
que marcou minha vida
que mudou minha vida

lembro vagamente do show, mas lembro de estar sentada ao teu lado, na penumbra
não acreditava, realmente.
estava nas nuvens

sei que teve bauru, café, italiano, japonês, hamburguer, nao sei a ordem dos dias, mas eramos dois carros
havia uma ânsia de liberdade forçada
uma pena
se fosse um só, teria mais lembranças
para mim o ceú teria mais uma lua
-Parte 2-
daí passei a te ver menos, pouco. mas lembro.
tivemos uma foto de um desses raros
te dei o retrato
colorido

depois foi só eu te vendo de longe e sabendo de ti
ouvindo teus cds e tentando decifrar-te pelas letras e melodias (que eu só fui saber o que era depois de muito tempo)
aprendi e estudei você
-Parte 1-

eu tinha 11, tu 21. nunca te vi com ninguém, mas sabia que havia.
a primeira lembrança tua que tenho foi na casa em que nasci, 202.
tu usava um cachecol de uma cor bem linda, um azul esverdeado, cor que rimava com os teus olhos, mas era mais forte.
teus cabelos eram arrepiados e os óculos. ah os óculos.
e acho que vestia jeans, provável que a semi-bag dos anos 90.

lembro de um carro todo bagunçado dentro.

e daí de ti na casa de praia querida. lembro da tua voz apenas.
que eu ouvia pela porta do quarto do irmão, ao lado do meu
e que me fazia dormir sonhando contigo.

teus trocadilhos que eu ouvia e adormecia.
mesmo agora com outro nome, como nossos nomes continuam combinando!
e tanto...
amor de vidas. e mortes.
das vidas.
revividas.
será que conseguiremos viver sem nós?
depende de ti. por mim eu falharia desta, e de todas as futuras, como caí em todas as anteriores.
e tu?
aparente
mentes
que tudo está ótimo e que passou.

... amor que ninguém entende.
te escrevi faz 3 dias e tu não me respondeu nunca mais
e eu me lembrei e lembro da vida que vivi esperando notícias tuas e morri de tanto esperar
e morri mil vezes e revivi,
morta-viva
viva-a-morta
regozijo
e faz 3 dias que quis retomar a procura por mais um retrato pb

o silencio teu, novo, mas o mesmo, já é o meu clique.
só falta revelar
mas eu já sei
conheço o ângulo, a roupa, a luz, tudo.
nada de novo, é o mesmo.

com a foto em mãos eu volto a viver mas só pra morrer depois

quantas vidas bastarão?
quando acordarei do pesadelo que é viver pra morrer por ti?

tuas promessas de encontro não são mais nada além disso.
promessas.
de.
encontro.
pesam me no coração.

chaga aberta que flameja teu nome.

... mas é claro que não a ama. tão claro quanto teu braço, teus olhos, teus cabelos.
agora é nós. somos mais. mas não estou (quase que) nem aí com isso.
infelizmente, para todos. até para nós.

queria me enredar nos teus pelos.

o caminho que não me deixou te ver sem eles me curou de não morrer um pouco também
1.200 quilômetros que nos separam.
fichinha.
antes éramos de países distintos. hemisférios também.

mudei-me mais pro sul, mas ainda no hemisfério sul.
tu, voltaste pro sudeste.

eu sempre fui mais extremista mesmo. e tu, conservador.
cuida tanto dela que ela não te larga.

vais e voltas. tudo, mas não vens.e nem respondes.
giras e não pousa.
nao re

cansado de voar?

(às vezes sonho que estás a estudar a resposta, para ser útil e que isso nos unirá ainda mais
mas isto é só mais uma viagem de olhos abertos, desperto-me, mas não adianta. sigo dormindo e vendo-te falar com quem saiba das respostas)

viajo.
não quero conhecer tua mulher
não mesmo.
primeiro porque não é tua.
depois, porque a tua eu já conheço.
bem demais.

somos nós neste mundo pouco, enredados na crença do eterno

tenho carma contigo mas quero que tudo se apresse, que os dias corram, até quando o mapa revelar.
sinto tua ausência tanto quanto um inquilino etéreo.

é só o que faço agora: mandar-te cartas imaginárias nunca antes enviadas. e nem depois.
quero destruir teu presente?
creio que já fizestes isso por mim. quando aceitaste quem não era eu.
tua felicidade tem dona. a minha, idem. mas dono.
sabemos disso faz quase 1/4 de século.
bodas de prata.
mas é um tal de lutar.
daí e daqui.

levei 10 anos pra te assumir como amor dessa vida.
alma gêmea minha que dói como o quê.
ai geme de dor e saudade.
príncipe dourado
agora sem pelos, cabelos
com amor.
não quero nada de ti...
apenas que saiba do meu "amor" (as aspas são porque tenho agora um conceito bem específico e bem diferente do que todos que conheci)
mas não te quero.
talvez queira que quisesse também a mim. ou nem isso.
um salve esporádico, uma intimidade íntima, uma resposta platônica.

não quero viver um grande amor.
já vivo e já amo. mas não juntos.
a realidade só entristece quem sente.

é bela a flor na lembrança.
quando fenece e se vai, traz a dor de quem ama...

o perfume do jasmim na memória é substituído pelo amarronzado das frágeis pétalas antes brancas.

os podres vêm à tona no olhar.

já o olhar da lembrança tem cheiro de jasmim
e cor de amor.
(a)
ela é branca, bem. e bem bonita.
mas se soltasse menos pelos seria ainda mais querida.
o amor mundano tem sempre um "mas".
condicional.
e a alma dentro do corpo, condicionada. so que sem maciez.
só durezas e senões.
senão, seria perfeito ela nevar a casa com seus pelinhos alvos.

(b)
já ele é bem bonitinho. quesito harmonia, nota 10. mesmo medindo 0,60 m.
mas esse é humano. tanto, que sua graça se perde aos poucos e aquela gracinha resulta num depósito egóico do que experimenta.
uma pena. não pelo.

(c)
se não fossem egóicos
poderia haver amor
nada de super
mas para cá já estaria bom.
demais.

(z)
a psicoterapeuta ajudou a formar o super EGO maiúsculo
mas o TUDO e TODO chega arrasando, quebrando aos poucos, retirando cada tijolinho.
apego-me a cada um desses e esperneio até ver sangue.
mas alguns já se foram e ele agora tá menos.
0,60m
homens trabalhando.
uma vida simples e na cidade.
normal pensar em lampião de gás e campo?
mas não.
é no asfalto, entre ônibus e sacolas do hortifruti

aqui no rio tem muitos.

acordar antes do sol e ir dormir como as galinhas.
elas estão vivas, só que em algum outro lugar
onde tenha lampião de gás.

(1)
voltei pra Cozinha. tento novamente. talvez concatene melhor e me encontre no meio do Caminho.
e por falar em meio, foi tudo meio bosta. mas meio bom também.
de onde vem as palavras? a bosta dita antes? e para onde vão?
antes pensava que se não as expressasse, morreria, so que não.

e os novos falam so que nao como um chiste, uma expressão.
é claro que os novos nem sabem o que é chiste.
isso é algo que ninguém mais fala.

outra coisa que está na moda são blogs... de política. que também está na moda.
pelamor.
politica está na crista da onda. que é também algo que não é mais dito.
pra lá de demodê. demodê, que né...

fiquemos por aqui.

mas por falar em crista e em onda... agora moro do lado dela, mas mesmo assim eu me lembro dela.
e a crista?
como moro no rio vou deixar pra você completar essa piada ruim.

(2)
ela vem, falou que tá vindo
a Cris e do Botafogo eu a vejo
render-se

(sequência de golpes baixos)