Ah se eu fosse de Recife!...
te conheci, meio assim, disse
ah se eu fosse de recife…
derreti, visse
se pelo menos vizinha fosse
se eu viesse desse sol colado na pele
do olhar-tubarão
mas eu, camaroa, da terra que se diz que só chove
só sofro.
até que chega uma risada sua
e eu
morro.
ó, lindo,
faça-me o favor de viver por você.
e então recebi sua passagem
e eu iria nem que fosse pela 232, a pé,
cruzaria o sertão do são francisco,
mas chegava.
a tempo de te dizer baixo, no canto de você, livre.
ah se eu vivesse assim.
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