15 de set. de 2026

14/09/2026 - o Homem rs

 você, cebolo, com seu super-poder

podre

hálito-cheiro

de me doer

que me corte

e me faça chorar


inerente

quando vemos, rente, repele

mucosa

águas nos olhos

desvelo

ar-dor

choro


por mim

por ser assim

por nós

te descasco

enozo-nos


eu-crocante quando ele-mordida


te inocento

camadas de homem-cebola

incapaz de ser outro

raso


me pico.


 confesso que se alguma vez senti saudade de nós

bastou eu ir a uma foto ou escrito seu

cinco minutos de ver você ou de ler você 

fazem um efeito tsunami em qualquer desejo que eu porventura tenha em querer qualquer coisa com você

é um viagra-sentimental-ao-revés

funciona muito

pensei em patentear


mas não quero dar ao mundo esse desprazer.

(escrevo isso com um saco de pão na cabeça, porque recém li suas obviedades)

(bajá, chico, pordios)


quando a realidade vem, é impossível desver um ego

(ainda mais desse tamanho)


 o melhor-pior de tudo é se achar incrível por pagar pelo sucesso

cada “já somos”, cada seguidor

como eu abomino pessoas que subestimam as demais

todas as pessoas são idiotas

que seu sucesso é orgânico

você é um babaca


pagou pelo livro, pagou pelo seguidor, troca-comentário


nota dó.


e as obviedades que você diz… sem qualquer qualidade.

ainda tem a cara de pau de falar do arjona.


arjona sos

pobre arjona, no quise ofenderte


08/09/2026

a vergonha que sinto quando eu te leio… inenarrável.

vontade de enfiar um saco de pão na cabeça e sair correndo pela marginal


vergonha por você

mas por mim também

de te ter centrificado um tempo da minha vida

logo você

logo isso


é de uma prepotência

um minúsculo que se acha grande

tenho dó

tenho nojo

não tenho mais

será que já tive?

não

e esse é um alívio


(já me aconteceu antes, 

de ver o extra no ordi

a pessoa acreditar,

e plim)


fica só uma cara de 

nossa.


 escrevo para não sufocar de raiva/saudade/amor/ódio/incompreensão/rejeição/dor

1 ano e meio juntos

1 ano e meio separados

silêncio absoluto.

indiferença absoluta

nunca nem uma preocupação

fui enterrada viva no seu cemitério-museu.

eu oferecendo entrada grátis para quem quisesse

ninguém quis.


 (a)

quase nunca me vem

mas as vezes me vem

quase como algo fisico

uma falta

algo que me manca

que extraño

que talvez nunca mais sinta


depois me afasto disso

dele

da ideia

da ilusao

e isso também me mata


porque se afastar do que faz bem…

nao tem sentido.


e voce me fazia bem

eu que me deixei fazer mal


e entao eu te inocento

voce passa a ser o santo voce

incolume

e eu esqueco 

de tudo o que voce fez quando me fez mal

por conta do seu egoismo imenso e

inocente

(porque seu)


(b)

às sextas sem filho eu penso em nós

nossas sextas sem filhos


voce me pegava em casa

a gente ia ao restaurante

ou ao bar

e riamos e riamos

e depois para casa

a minha ou a sua

e amor.


nunca mais isso.


e uma parte de mim lamenta.

a outra se ri e se lembra do dia em que eu quase morri porque mesmo estando na sua frente voce sempre foi incapaz de cuidar de mim

voce nao sabe nem como cuidar de voce


olha as coisas que voce se faz… 


perder a chance de - talvez - ser - possivelmente - o mais amado por alguém nessa vida

(tsc tsc tsc)


(c)

minha vida sem você está muito, muito melhor

e te digo isso en serio

estou há mais de ano sem álcool, cigarro, fazendo esporte, tomando sol, me movimentando, vendo minhas amigas, produzindo, amando meu pais, cuidando do meu filho, trabalhando, ganhando meu dinheiro

a vida está indo

estável


e não quero que me mal interprete entendendo que a minha vida está melhor porque está sem você nela

não é isso.


é que desde que eu não tenho você na minha vida, ela só tem melhorado

por mim

porque a minha vida é minha

(não tem a ver com você)


talvez eu tenha te ajudado a criar essa ideia de que você era o centro da minha vida. 

mas não.

nunca foi.

eu só não sabia expressar.


você não tem o poder de piorar nem de melhorar nada aqui, quiçá a minha vida.


hoje, até arrisco dizer, que, talvez, se você estivesse nela, ela poderia até estar ainda melhor.

mas isso tem a ver comigo.

porque eu ainda nao vejo sentido nenhum das pessoas que foram importante na nossa vida desaparecerem, assim, do nada. 


enfim.


04/09/2026

 Ah se eu fosse de Recife!...


te conheci, meio assim, disse

ah se eu fosse de recife…


derreti, visse

se pelo menos vizinha fosse

se eu viesse desse sol colado na pele

do olhar-tubarão

mas eu, camaroa, da terra que se diz que só chove

só sofro.


até que chega uma risada sua

e eu 

morro.

ó, lindo,

faça-me o favor de viver por você.


e então recebi sua passagem

e eu iria nem que fosse pela 232, a pé,

cruzaria o sertão do são francisco,

mas chegava.

a tempo de te dizer baixo, no canto de você, livre.

ah se eu vivesse assim.


1 de set. de 2026

 (l)

pensei agora, aqui…

teve um dia que eu reparei no dia seguinte só que não tinha pensado em você.

evolução.


antes era eu fazendo perguntas sobre você pro tarot, pro iching, pra quem fosse

se estava bem, se comia, se adoecia… se me esqueceu.


e dai que um dia vem essa

eu que te esqueci

assustei 


era uma incompetência quase física de esquecer


teve aquele que me disse pra nunca o esquecer

e eu respondi 

e eu lá sei o que é isso


(II)

e o moço que conheci agora me mandou uma mensagem dizendo

cerviço


achei lindo

por ser erro

por ser animal

por ser brilho

por ser marceneiro

por lembrar do meu pai 

(que escrevia tudo errado)


e na pergunta seguinte: 

nasceram no mesmo 3


3 pode ser metade de <3

vamos ver


(mas é bem assim que eu me apaixono)

(do nada)


 me atrai a ideia de poder ser outra

já que não posso sair

que eu fique

outra


rodinhas nos pés - presas

o coração e a cabeça, voam


seria uma delícia entrar na vida das pessoas

(eu já entro)

e modificá-las 

(já faço)

usando meu corpo

(isso não)


será que preciso conviver com mais gente agora?

eu acho que sim

preciso encontrar

me misturar

me mexer


tudo disfarçando


sendo outra

mim.


(JJ)

pensamento para 

onça na selva, 


o algodão embalando o algodão

a dor nas articulações da mão

a queda


amaciante em uns

amoníaco nos outros

suor


e no fim do treino

paz

e dor

pelo corpo todo


o amor mói.