(a)
quase nunca me vem
mas as vezes me vem
quase como algo fisico
uma falta
algo que me manca
que extraño
que talvez nunca mais sinta
depois me afasto disso
dele
da ideia
da ilusao
e isso também me mata
porque se afastar do que faz bem…
nao tem sentido.
e voce me fazia bem
eu que me deixei fazer mal
e entao eu te inocento
voce passa a ser o santo voce
incolume
e eu esqueco
de tudo o que voce fez quando me fez mal
por conta do seu egoismo imenso e
inocente
(porque seu)
(b)
às sextas sem filho eu penso em nós
nossas sextas sem filhos
voce me pegava em casa
a gente ia ao restaurante
ou ao bar
e riamos e riamos
e depois para casa
a minha ou a sua
e amor.
nunca mais isso.
e uma parte de mim lamenta.
a outra se ri e se lembra do dia em que eu quase morri porque mesmo estando na sua frente voce sempre foi incapaz de cuidar de mim
voce nao sabe nem como cuidar de voce
olha as coisas que voce se faz…
perder a chance de - talvez - ser - possivelmente - o mais amado por alguém nessa vida
(tsc tsc tsc)
(c)
minha vida sem você está muito, muito melhor
e te digo isso en serio
estou há mais de ano sem álcool, cigarro, fazendo esporte, tomando sol, me movimentando, vendo minhas amigas, produzindo, amando meu pais, cuidando do meu filho, trabalhando, ganhando meu dinheiro
a vida está indo
estável
e não quero que me mal interprete entendendo que a minha vida está melhor porque está sem você nela
não é isso.
é que desde que eu não tenho você na minha vida, ela só tem melhorado
por mim
porque a minha vida é minha
(não tem a ver com você)
talvez eu tenha te ajudado a criar essa ideia de que você era o centro da minha vida.
mas não.
nunca foi.
eu só não sabia expressar.
você não tem o poder de piorar nem de melhorar nada aqui, quiçá a minha vida.
hoje, até arrisco dizer, que, talvez, se você estivesse nela, ela poderia até estar ainda melhor.
mas isso tem a ver comigo.
porque eu ainda nao vejo sentido nenhum das pessoas que foram importante na nossa vida desaparecerem, assim, do nada.
enfim.
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