Varanda/Sala de recepção

Por Marcela Barbosa, desde sempre até hoje.

24 de nov. de 2007


Quando eu saí do seu prédio você estava lá, de peito aberto, debruçado na janela.
Eu, embaixo, entrei no carro. Antes, levei os dedos aos meus lábios e joguei-lhe: dedos apenas.
Pelo sorriso seu, do peitoral, pensou serem beijos ao ar.
Lançou-me mil e eu, desviando.
Daquela noite sem beijos.
Noir.
Por Marcela Barbosa às 23:35

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