8 de jun de 2007

Folha, caneta, e um lápis pros dias sem certeza.
Gata, a cama e a luz naquele metro quadrado que é, na verdade, uma terra de pólos achatados.
quero poder te cobrir te des cobrir se despi lo me por eucaliptos verdes como aí e qui
economizo parole que nem vem jo mais man dando te bei jos de mais
separo palavras como me convém
alimento me do teu revés de bem de mar cristais de de sal
não vens mais
ciao
(Um)
A roupa no varal e sente pena dela. Um vento...
Depois, do seu lado do vidro, mas ainda olhando pra fora pensa melhor. Pena nada.
Pra ela, férias no balanço. O frio não chega porque linha não é pele.
E além de ser plástico, prático, um quadro, sem muros, é pano dançante sem esquadros.
Então ele abriu a janela, deitou ao sol e dançou ao rei.

(Dois)
A roupa ri e para ao ver olhos por entre vidros, dois.
É janela e são óculos, num sábado lindo de ventar e ele ali tão s ó l i t e r á r i d o . . .
Sempre sabendo, mas por olhos cobertos e mãos quentes, como todo ele é. Cobre-o por todas as partes, sabe-o.
E nada se compara ao frio que hoje traz férias.
Depois, quase cansada de tanto badalo, refletiu no vidro que ao abrir mostrou o homem, jogado na grama, com olhos pro céu.
Entrou pra dentro e não sai mais e não tem porque gritar pra sair pra fora.
Assim, espera que só suba pra cima e mais. Nesse ânimo bom que anima a já animada em pensar que somente há horas atrás começou. E não findará rá rá.
Apraz.
Mas à vista nua, sem guerrear, qualquer um tem o sossego em forma de vogal última nos lábio que ficam nas costas das mãos, que enlaça, como elo de ligação entre o si e o sigo mesmo em pleno pleonasmo de nariz alheio ao umbigo seu,
que mete se lhe nos vos com o novo.